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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Recordando Cesário Verde ( 25.02.1855 - 19.07.1886 )





"...
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.
Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Alberto Caeiro, O GUARDADOR DE REBANHOS, Poema III, in Obras de Fernando Pessoa, vol. I, Lello & Irmão - Editores, Porto




Recordando, Cesário Verde, poeta, foi um dos vultos fundamentais da nossa história literária, levando a cabo uma renovação da estilistica poética no sec. XIX.
Ultimamente tão esquecido, que nunca é demais recordar, ler , reler e analisar a sua poesia.


Para saber mais ler aqui

  



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Recordando Cesário Verde (25.02.1855 - 19.07.1886)



DE TARDE
Naquele «pic-nic» de burguesas,
Houve uma coisa simplesmente bela,
E que, sem ter história nem grandezas,
...Em todo o caso dava uma aguarela.

Foi quando tu, descendo do burrico,
Foste colher, sem imposturas tolas,
A um granzoal azul de grão-de-bico
Um ramalhete rubro de papoulas.

Pouco depois, em cima duns penhascos,
Nós acampámos, inda o Sol se via;
E houve talhadas de melão, damascos,
E pão-de-ló molhado em malvasia.

Mas, todo púrpuro a sair da renda
Dos teus dois seios como duas rolas,
Era o supremo encanto da merenda
O ramalhete rubro das papoulas!


 O Livro de Cesário Verde