Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Música. Mostrar todas as mensagens

domingo, 3 de novembro de 2013

Jazz



Letra

Era uma vez um país
"Lá num canto desta velha Europa,
era uma vez um país
vivia à beira do mal "prantado",
mas apodrecia na raíz

Reza a história que foi saqueado
mesmo por debaixo do nariz
Triste sina, oh que triste fado,
era uma vez um país

Os mandantes que por lá passavam
eram só ares de "bon vivant"
Viviam à grande e à francesa
como se não houvesse amanhã

Havia quem avisasse o povo
p´ra não dar cavaco a imbecis
Mas caíram na asneira de novo,
era uma vez um país

Esta fábula do imaginário
tão próxima do que é real
Canção de maledicente escárnio
à república do bananal

Que se encontrava em tão mau estado,
andava a gente tão infeliz
E o polvo já tão infiltrado,
era uma vez um país

E lá se vão sucedendo os casos,
grita o povo: "agarra que é ladrão!"
Mas passam belos dias à sombra do loureiro
Enquanto o Duarte lima as grades da prisão

E nunca se esgotam personagens
neste faz de conta que é assim
Raposas com passos de coelho no mato
e até um corta relvas de madeira no jardim

Entre campeões de assalto à vara
e filósofos de pacotilha
Entram nas portas dos submarinos azeiteiros de oliveira às costas
com o ouro da nação p'ra por nas ilhas Cai-mão, cai-pé, 
baixa os braços e as calças e a cabeça e o nariz,
aqui finda esta história que não tem final feliz"
(era uma vez um país)

Prémio Ary dos Santos -- Poesia
Tema -- Era uma Vez um País
Autor - Miguel Calhaz
Intérprete -- Miguel Calhaz

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Piano

Chopin Nocturne Op.9, nº 2 pela pianista ucraniana Valentina Lisitsa.
Estas foram as músicas que mais ouvi neste Verão.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Recuerdos de la Alhambra

Recuerdos de la Alhambra de Francisco Tárrega tocado por Kim Chung.
Trata-se de uma guitarrista vitnamita que é fantástica na guitarra clássica.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Pra não dizer que não falei das flores - Simone

 "Vem, vamos embora
  Que esperar não é saber
  Quem sabe faz a hora
  Não espera acontecer"

Uma velha canção dos anos 60 , o autor Geraldo Vandré e a linda voz da Simone, fizeram um autêntico hino à liberdade.
É com esta canção, para ouvir, repetir e refletir, que vos deixo e vou de férias.
Espero voltar em Setembro.
Boas Férias.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

A Lista




A Lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Recordando Georges Moustaki (03.05.1934 - 23.05.2013)

A canção francesa está mais pobre, morreu hoje em Nice, Georges Moustaki.
Ver mais informação aqui.


 Paz à sua alma.
Obrigado pela música
Até sempre.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Concerto de Música Sacra


                                                                     O Sanctíssima
                                                            Ludwig van Beethoven

domingo, 6 de janeiro de 2013

Dia de Reis






                                     "Exultemos de Alegria" da autoria do Pe José Pedro Martins

                                                    "Linda noite de Natal" Tradicional algarvio
                                            "Ao Sol, Noite e Paz" de Pe José Pedro Martins

Dia dos Reis Magos, grande dia de  festa aqui ao lado na vizinha Espanha .
Fomos ao concerto de Reis na Sé de Faro.
Gostámos.





terça-feira, 31 de julho de 2012

Férias


Deixo-vos com duas das mais emblemáticas canções do Joaquin Sabina," Noches de boda" e " Nos dieron las diez".
Em Agosto tempo de férias e outros lazeres ...
Voltarei em Setembro, espero, com mais energia.
Boas Férias para Todos e já agora façam, como diz o poeta na canção, com que as noites sejam de boda e as Luas sejam Luas de Mel.
Até sempre.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Joaquin Sabina


En la posada del fracaso,
donde no hay consuelo ni ascensor,
el desamparo y la humedad
comparten colchón
y cuando, por la calle,
pasa la vida, como un huracán,
el hombre del traje gris
saca un sucio calendario del
bolsillo y grita
¿quién me ha robado el mes de abril?
¿Pero cómo pudo sucederme a mí?
¿Quién me ha robado el mes de abril?
Lo guardaba en el cajón
donde guardo el corazón.
La chica de BUP casi todas
las asignaturas suspendió
el curso en que preñada
aquel chaval la dejó y cuando en la pizarra
pasa lista en profe de latín
lágrimas de desamor
ruedan por la página de un bloc
y en él escribe
¿quién me ha robado el mes de abril?
¿Cómo pudo sucederme a mí?
¿Pero quién me ha robado el mes de abril?
Lo guardaba en el cajón
donde guardo el corazón.
El marido de mi madre
que en el último tren se largó
con una peluquera
veinte años menor
y cuando exiben esas risas
de Instamatic en París,
derrotada en el sillón,
se marchita viendo Falcon Crest
mi vieja y piensa
¿quién me ha robado el mes de abril?
¿Cómo pudo sucederme a mí?
¿Pero quién me ha robado el mes de abril?
Lo guardaba en el cajón
donde guardo el corazón.
Título: Quién me ha robado el mes de abril?
Año: 1988
Letra: Joaquín Sabina
Música: Joaquín Sabina
Disco: El Hombre del traje Gris (1988)

terça-feira, 10 de julho de 2012

Serrat y Sabina



Todo pasa y todo queda
pero lo nuestro es pasar,
pasar haciendo caminos,
caminos sobre la mar.

Nunca perseguí la gloria,
ni dejar en la memoria
de los hombres mi canción;
yo amo los mundos sutiles,
ingrávidos y gentiles
como pompas de jabón.

Me gusta verlos pintarse de sol y grana,
volar bajo el cielo azul,
temblar súbitamente y quebrarse...
Nunca perseguí la gloria.

Caminante son tus huellas el camino y nada más;
caminante, no hay camino se hace camino al andar.

Al andar se hace camino
y al volver la vista atrás
se ve la senda que nunca
se ha de volver a pisar.
Caminante no hay camino sino estelas en la mar...

Hace algún tiempo en ese lugar
donde hoy los bosques se visten de espinos
se oyó la voz de un poeta gritar
Caminante no hay camino, se hace camino al andar...

Golpe a golpe, verso a verso...
Murió el poeta lejos del hogar
le cubre el polvo de un país vecino.
Al alejarse, le vieron llorar.
"Caminante, no hay camino, se hace camino al andar..."

Golpe a golpe, verso a verso...
Cuando el jilguero no puede cantar
cuando el poeta es un peregrino,
cuando de nada nos sirve rezar.
Caminante no hay camino, se hace camino al andar.

                                                                                                  António Machado 

 

     "O caminho faz-se caminhando"                                                                                                           

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Ana Belén y Victor




No sé por qué te quiero
Será que tengo alma de bolero
Tú siempre buscas lo que no tengo
Te busco en todos y no te encuentro
Digo tu nombre cuando no debo

No sé por qué te quiero
Si voy a tientas, tú vas sin freno
Te me apareces en los espejos
Como una sombra de cuerpo entero
Yo me pellizco y no me lo creo

Si no me hicieran falta tus besos
Me tratarías mejor que a un perro
Piensa que es libre porque anda suelto
Mientras arrastra la soga al cuello

Querer como te quiero
No va a caber en ningún bolero
Te me desbordas dentro del pecho
Me robas tantas horas de sueño
Me miento tanto que me lo creo

Si no me hicieran falta tus besos
Me tratarías mejor que a un perro
Piensa que es libre porque anda suelto
Mientras arrastra la soga al cuello

Querer como te quiero
No tiene nombre ni documentos
No tiene madre, no tiene precio
Soy hoja seca que arrastra el tiempo
Medio feliz en medio del cielo