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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Recordando António Ramos Rosa (17.10.1924 - 23.09.2013)

Partiu hoje o grande Poeta , natural de Faro, António Ramos Rosa.
Estamos todos mais pobres.
Foi um dos mais importantes poetas da literatura portuguesa .
E um dos impulsionadores do movimento Poesia 61 , tendo ganho o prémio Pessoa 1988.
Mais informação aqui.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Recordando Georges Moustaki (03.05.1934 - 23.05.2013)

A canção francesa está mais pobre, morreu hoje em Nice, Georges Moustaki.
Ver mais informação aqui.


 Paz à sua alma.
Obrigado pela música
Até sempre.

sábado, 5 de janeiro de 2013

Recordando Pedro Osório (17.07.1939 - 05.01.2012)



O maestro que viajou pela música já nos deixou há um ano.
Felizmente na sua última viagem deixou-nos uma singularidade de música étnica, como é este "Cantos da Babilónia".
Ver mais informação, aqui.
Para recordar sempre.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Recordando Manuel da Fonseca (15.10.1911 - 11.03.1993)




Antes que seja tarde


Amigo,
tu que choras uma angústia qualquer
e falas de coisas mansas como o luar
e paradas
como as águas de um lago adormecido,
acorda!
Deixa de vez
as margens do regato solitário
onde te miras
como se fosses a tua namorada.
Abandona o jardim sem flores
desse país inventado
onde tu és o único habitante.
Deixa os desejos sem rumo
de barco ao deus-dará
e esse ar de renúncia
às coisas do mundo.
Acorda, amigo,
liberta-te dessa paz podre de milagre
que existe
apenas na tua imaginação.
Abre os olhos e olha,
abre os braços e luta!
Amigo,
antes da morte vir
nasce de vez para a vida.

Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos"


Recordando mais uma vez o escritor Manuel da Fonseca no aniversário do seu nascimento .

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Recordando Pavarotti ( 12.10.1935 - 06.07.2007)


Recordando o grande tenor Luciano Pavarotti na data do seu nascimento.
Aqui interpretando superiormente a Ave Maria de Schubert.

sábado, 17 de março de 2012

Recordando Elis Regina (17.03.45 - 19.01.82)

Tatuagem

Quero ficar no teu corpo feito tatuagem
Que é pra te dar coragem pra seguir viagem quando a noite vem
E também pra me perpetuar em tua escrava
Que você pega, esfrega, nega
Mas não lava

Quero brincar no teu corpo feito bailarina
Que logo se alucina, salta e te ilumina quando a noite vem
E nos músculos exaustos do teu braço
Repousar frouxa, murcha, farta, morta de cansaço

Quero pesar feito cruz nas tuas costas
Que te retalha em postas mas no fundo gostas quando a noite vem
Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva
Marca a frio, a ferro e fogo
Em carne viva

Corações de mãe, arpões, sereias e serpentes
Que te rabisca o corpo todo
Mas não sentes
                                             Chico  Buarque  y Ruy Guerra


Inconfundível e Impressionante.
São interpretações destas que animam a vida.


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Recordando Cesário Verde ( 25.02.1855 - 19.07.1886 )





"...
Leio até me arderem os olhos
O livro de Cesário Verde.
Que pena que tenho dele! Ele era um camponês
Que andava preso em liberdade pela cidade.
Alberto Caeiro, O GUARDADOR DE REBANHOS, Poema III, in Obras de Fernando Pessoa, vol. I, Lello & Irmão - Editores, Porto




Recordando, Cesário Verde, poeta, foi um dos vultos fundamentais da nossa história literária, levando a cabo uma renovação da estilistica poética no sec. XIX.
Ultimamente tão esquecido, que nunca é demais recordar, ler , reler e analisar a sua poesia.


Para saber mais ler aqui

  



quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Recordando José Afonso (02.08.1929 - 23.02.1987)



Recordando Zeca Afonso no 25º aniversário da sua morte.
Escolhidas duas canções lindíssimas do album "Contos velhos, Rumos Novos" publicado em 1969.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Passagem do Tempo


Faz hoje precisamente um ano que foi iniciado este trabalho de apontamentos de olhar em redor.
Gostaria de agradecer a todos que nos visitaram com o meu muito obrigado pela vossa atenção.
Prometo continuar a publicar olhares e perspetivas diferentes nunca esquecendo o assombroso encanto da Natureza, essa é e será a nossa missão.
E amanhã continua!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Recordando Elis Regina (17.03.45 - 19.01.82 )


"Cartomante"

Nos dias de hoje é bom que se proteja
Ofereça a face a quem quer que seja
Nos dias de hoje, esteja tranquilo
Haja o que houver pense nos seus filhos
Não ande nos bares, esqueça os amigos
Não pare nas praças, não corra perigo
Não fale do medo que temos da vida
Não ponha o dedo na nossa ferida
Nos dias de hoje, não nos dê motivo
Porque na verdade eu te quero vivo
Tenha paciência, Deus está contigo
Deus está connosco até o pescoço
Já está escrito, já está previsto
Por todas as videntes, pelas cartomantes
Está tudo nas cartas, em todas as estrelas
No jogo de búzios e nas profecias
Cai o rei de espadas
Cai o rei de ouros
Cai o rei de paus
Cai, não fica nada!

                          Victor Martins/ Ivan Lins

Como o tempo passa, já se foi há 30 anos.
Continua a ser um privilégio  ver e  ouvir toda a emoção da interpretação e a qualidade do seu reportório, tão atual.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Recordando Pedro Osório 17.07.1939/05.01.2012


Olhando a notícia que ninguèm gosta de dar, morreu o maestro Pedro Osório.
Sabíamos da sua doença, mas também sabíamos da sua persistência e vontade de viver.
Ficámos todos mais pobres.Cantemos até ser dia.
Paz à sua alma.

Mais informação aqui

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Recordando Carlos Drummond de Andrade (31.10.1902 - 17.08.1987)

O Tempo Passa? Não Passa

 O tempo passa? Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.

O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.

Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.

O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.

São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer toda a hora.

E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama
escutou o apelo da eternidade.

Carlos Drummond de Andrade, in 'Amar se Aprende Amando'




Lembrando o poeta, no aniversário do seu nascimento. 
Ver mais

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Recordando Maria José Nogueira Pinto (23.03.1952 - 06.07.2011)



Trechos do último artigo de Maria José Nogueira Pinto, escrito poucas horas antes da sua morte e hoje publicado no DN. Um impressionante testemunho. De força, de fé, de carácter, de vida.
Delito de opinião

Foi hoje a enterrar em Óbidos. Concorde-se ou não com as ideias que defendia, o certo é que as defendia com firmeza e com a convicção de que eram as melhores para Portugal. Paz à sua alma.

Ler artigo aqui


 


quinta-feira, 17 de março de 2011

Recordando Elis Regina (17.03.45 - 19.01.82)



Águas de Março
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, é o nó da madeira
Caingá, candeia, é o MatitaPereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto o desgosto, é um pouco sozinho
É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manhã, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato, na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão,
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
pau, pedra, fim, caminho
resto, toco, pouco, sozinho
caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração.


                                                                                                                                                 Tom Jobim